Permanece tenso nesta segunda-feira (21) o clima na área do acampamento indígena Guaiviry, da etnia guarany-kaiwá, na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, onde o cacique desapareceu na sexta-feira passada (18), depois que o local foi atacado, segundo as lideranças, por cerca de 40 pessoas.
O g1 esteve no local acompanhado de uma escolta de quatro policiais da Força Nacional de Segurança e três lideranças indígenas.
Segundo as lideranças, o clima de tensão permanece desde o dia do ataque. Guerreiros indígenas, pintados de preto e armados com arcos, flechas e lanças de bambu, permanecem em estado de alerta, prontos para reagir a um novo ataque. À noite, os indígenas contam que caminhonetes têm rondado o acampamento.
Equipes da Polícia Federal e Força Nacional de Segurança têm feito rondas constantes na área, mas a insegurança, conforme as lideranças, ainda é muito grande.
Ernesto Cândido era um dos indígenas que estava no acampamento no dia do ataque e conta ao G1 que a triste lembrança o deixa com medo de novas investidas. “Foi tudo muito rápido, eram vários homens, veio um índio avisando que eles estavam armados, fomos pegar paus e lanças para nos defender, mas eles já vieram atirando. Estamos com medo, as mulheres estão em pânico, achamos que eles podem voltar a qualquer momento”, comenta.
Cândido diz que no momento do ataque se escondeu em uma área de mata, mas, mesmo assim ainda foi atingido de raspão por dois tiros de balas de borracha.



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