Tribunal de Oslo retoma julgamento de Anders Behring Breivik.
Juíza substituiu um jurado que pediu pena de morte para atirador.
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O ultradireitista Anders Behring Breivik afirmou nesta terça-feira (17), em sua declaração no segundo dia de julgamento pelos atentados na Noruega em 22 de julho de 2011, que realizou "a operação mais espetacular feita por um militante nacionalista neste século".
Em sua declaração pelo massacre, no qual morreram 77 pessoas, o atirador negou ser doente mental e demonstrou orgulho por sua ação.
O tribunal de Oslo que julga Breivik decidiu nesta terça substituir um dos jurados ao declará-lo "inábil" por ter pedido em uma rede social a pena de morte para o réu após os atentados de 22 de julho de 2011.
A juíza Wenche Elizabeth Arntzen lembrou que aos jurados, não letrados, também se aplica o artigo 108 do código sobre tribunais, que estabelece a proibição de exercer a função de juiz "quando existem circunstâncias especiais que possam debilitar a confiança sobre sua habilidade".
Anders Behring Breivik enfrenta o segundo dia de julgamento em Oslo. Massacre em 22 de julho de 2011 deixou 77 mortos.Arntzen acrescentou que quando foram nomeados os cinco jurados que compõem o tribunal todos haviam negado ter-se expressado publicamente sobre a culpabilidade ou não de Breivik.
O site Vepsen, que investiga temas relacionados a racismo e extrema-direita, informou que um dos três jurados não letrados do tribunal publicara um dia depois dos atentados um artigo na página do diário "VG" dizendo que a pena capital é "o justo" neste caso.
O comentário foi feito com outro nome através de um perfil no Facebook, embora a foto e o e-mail vinculados a essa conta sejam os do jurado em questão.
A juíza Wenche Elizabeth Arntzen informou na abertura da sessão que o jurado Thomas Indrebo confessara ser o autor do comentário.
Arntzen suspendeu a audiência por meia hora para estudar o caso, depois que a Promotoria, a defesa e os advogados das vítimas dos atentados pediram o afastamento de Indrebo.


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