Alex Adelmann foi atingido pela asa do avião logo após saltar da aeronave.
Acidnete foi em Boituva (SP). Outro dois paraquedistas ficaram feridos.

Um cinegrafista amador registrou o momento em que o paraquedista Alex Adelmann, de 33 anos, pousou em solo após ser atingido pela asa do avião em Boituva (SP).
Adelmann acompanhava dois paraquedistas que fariam um salto duplo de instrução. O objetivo era filmar o salto para depois corrigir e aprimorar os movimentos.
Segundo o advogado da família de Adelmann, o instrutor e os alunos saltaram do avião praticamente juntos. Por causa da velocidade, os paraquedistas foram impulsionados para a frente nos primeiros segundos de queda livre. Neste momento, de acordo com a família, o piloto da aeronave teria feito um mergulho na direção dos três, atingindo Alex com a asa esquerda, na altura da nuca. Com o impacto, ele foi projetado violentamente contra os alunos.
Imagens feitas pela polícia mostram o estrago provocado pelo impacto na asa da aeronave. Um funcionário do Centro de Paraquedismo, onde houve o acidenteu, contou que o piloto comunicou o acidente pelo rádio. "O piloto, na comunicação, disse que havia se chocado, que havia danificado um pouco a asa, e tinha batido em uma pessoa em queda livre. Então a gente saiu no sentido de auxilio mesmo, de tentar prestar pelo menos os primeiros socorros", afirma.
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As imagens amadoras mostram o momento em que Alex se aproximava do solo, inconsciente, e o socorro aos outros dois paraquedistas. O funcionário do Centro disse que percebeu que havia algo errado. "Eu falei: o paraquedas dele não abriu, o paraquedas dele não abriu. De repente, acho que o principal e o reserva abriram", conta.
Para o presidente da Federação Paulista de Paraquedismo, Francisco Leite de Carvalho, houve erro no procedimento. "O que aconteceu ai, vamos dizer, vamos considerar ai, não foi fatalidade. É sim uma quebra de normas. Jamais poderia ter acontecido um fato desse, de uma aeronave chocar com paraquedista no ar", ressalta.
O piloto do avião esteve na noite de segunda-feira (9) na delegacia e afirmou que não fez nenhuma manobra arriscada. O investigador Raul Carvalho ouviu o piloto e os dois sobreviventes e afirma: "Eles colocaram uma velocidade um pouco acima do normal para o salto. Fizeram um salto com maior velocidade e isso não foi avisado, segundo o próprio piloto, pelos componentes da equipe que estavam no ar. Então ele desceu também em velocidade mais compatível com a descida deles, em média 300km por hora", afirma.
Técnicos da aeronáutica também passaram o dia no Centro de Paraquedismo.
A policia já requisitou os equipamentos usados pelos paraquedistas, inclusive o capacete com a câmera que pode ter gravado o acidente. O delegado não descarta fazer uma acareação entre o piloto e os paraquedistas.


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