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Polícia de MS entra em alerta pelos ataques do PCC


 Tanto Polícia Civil quanto a Polícia Militar, apesar de não confirmarem a informação, estão em estado de alerta.
O Governo de Mato Grosso do Sul está em alerta por conta da onda de violência no estado vizinho, São Paulo, e agora Santa Catarina. A preocupação é de que a violência tenha repercussões por aqui. No entanto, as autoridades locais são categóricas em afirmar que não há alertas emitidos por órgãos de inteligência e polícias sobre o avanço das ações promovidas pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em São Paulo, por exemplo, um comunicado da Polícia Federal em julho foi emitido para avisar ao governo a intenção dos criminosos em promover ondas de ataques. As informações foram obtidas pela PF em interceptações telefônicas de conversas entre presidiários naquele estado.

Em 2006, rebeliões desencadeadas pelo PCC em São Paulo se estenderam para Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Minas Gerais e Bahia. O dia escolhido para a escalada da violência foi o Dia das Mães daquele ano.

O governador, André Puccinelli (PMDB) descarta a extensão das ações do PCC. “Não há relação entre as ações de lá (SP) com o nosso Estado”, pontua, lembrando que mesmo assim, as autoridades estão em alerta. “Permanecemos em alerta, promovendo ações para dificultar a comunicação dos presos com pessoas do lado de fora”, disse.

Alerta-

Apesar das declarações do governador, o site CaarapoNews apurou que policiais da região teriam sido alertados pela Polícia Federal sobre o risco dos ataques se estenderem para o Mato Grosso do Sul.

O serviço de inteligência da PF teria constatado que membros da facção criminosa estariam se instalando nas cidades de Dourados e Ponta Porã e poderiam promover ataques parecidos aos que estão ocorrendo em SP e SC na região que abrange essas duas cidades.

Tanto Polícia Civil quanto a Polícia Militar, apesar de não confirmarem a informação, estão em estado de alerta.

Foragido-

A polícia de Mato Grosso do Sul se preocupa com o presidiário Emerson Bitencourt Chaves (25), conhecido como \"Marrom\", que fugiu da Colônia Penal de Campo Grande no último dia 8 de novembro e continua foragido.

Emerson foi preso na Capital por policiais do Garras em 2009. Ele era foragido de presídio localizado na cidade de Val Paraíso, município do interior do estado de São Paulo, onde cumpria pena por roubo.

Ao fugir, veio para Campo Grande onde permaneceu escondido por 10 dias na casa de um amigo no bairro Tijuca. Ele teria ligação com facção criminosa de São Paulo e, para pagar dívida com o grupo, teria sido intimado a pagá-la com a morte de policiais de Mato Grosso do Sul.

Monitoramento-

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Jorge Razanauskas, apesar de cada cidade ter uma realidade diferente, a Polícia está monitorando para não ser pega de surpresa. “Nós estamos preparados e monitorando tudo o que está acontecendo em outras cidades”, disse.

De acordo com o delegado, quando o Estado reprime de uma forma mais acentuada é natural que a criminalidade migre para outros lugares.

O diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração Sistema Penitenciário), Deusdete Oliveira, disse que o órgão acompanha o monitoramento do setor de inteligência da Polícia Militar e Civil e até agora não tem nada que mostre uma eventual situação nesse sentido.

“Hoje a Agepen está acompanhando parte desse serviço que monitora a onda de violência e, até agora em Mato Grosso do Sul está tranquilo”, afirma.

O serviço de inteligência da Polícia Militar está em alerta, intensificando o monitoramento e o policiamento ostensivo. O assunto é tratado todos os dias com todas as forças policiais.

Onda de ataques em SP e SC - Desde o início do ano, ao menos 92 policiais foram assassinados no Estado de São Paulo. Desse total, 18 eram aposentados e três estavam em serviço. Além disso, o Estado continua enfrentando um grande índice de violência.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, só na capital houve um crescimento de 102,82% no número de pessoas vítimas de homicídio no mês de setembro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o Estado, a alta foi de 26,71% no mesmo período. Outro fato preocupante é que a violência chegou a Florianópolis mesmo sem diminuir na capital paulista.

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